LETRAMENTO DIGITAL E ENSINO
, Antônio Carlos dos Santos Xavier (UFPE)
Alfabetizar,
letrar e Letrar digitalmente a nova geração de aprendizes é o grande
desafio pedagógico imposto pela sociedade contemporânea aos profissionais
da educação e da linguagem.
Hoje
estar alfabetizado, e até mesmo letrado alfabeticamente , dominando a tecnologia da leitura e da escrita, não responde mais de forma ampla aos anseios
da sociedade, marcada pelos avanços tecnológicos e as mudanças cruciais
ocorridas no modo de comunicar sentidos e compartilhar informações. É preciso também ser letrado digital, saber
realizar práticas de leitura e escrita diferentes das formas tradicionais de
letramento e alfabetização, assumir mudanças nos modos de ler e escrever os
códigos e sinais verbais e não-verbais. Isso não significa dizer que um
letramento substitui o outro. De acordo com Barton (1998, p. 9) coexistem
paralelamente vários tipos de letramento, e que os mesmo não se constituem em
novos paradigmas impostos à sociedade pelas inovações tecnológicas, mas são
tipos suscetíveis às mudanças porque são situados na história e acompanham a
mudança de cada contexto tecnológico, social, político, econômico ou cultural
em uma dada sociedade. O que existe é um processo de absorção e síntese de
tipos de letramento. O que está ocorrendo atualmente é justamente essa
síntese. O letramento alfabético está
servindo de apoio para a aprendizagem do letramentos digital, que, segundo o
autor, se apresenta como uma necessidade
educacional e de sobrevivência.
Dessa forma os profissionais da educação e da linguagem
estão cada vez mais conscientes de que precisam abandonar velhas estruturas e
inserir em seu fazer pedagógico e até mesmo em suas práticas sociais cotidianas
ferramentas
de novas tecnologias da comunicação e informação. Pois
no processo de ensino aprendizagem não há mais espaço para o professor detentor
do conhecimento e o aluno receptor passivo de informações, mas configura-se nesse
espaço um novo perfil de professor, de acordo com Dom Tappscot (1999),
pesquisador, articulador do saber, gestor de aprendizagens, consultor que sugere,
e motivador da aprendizagem pela
descoberta; em consonância com um novo perfil de aprendizes, que tendem a
desenvolver habilidades como: independência e autonomia na aprendizagem,
abertura emocional e intelectual, preocupação com os acontecimentos globais,
liberdade de expressão e convicções firmes, para exemplificar.
Diante do exposto vemos um sistema educacional
fragilizado, assentado em estruturas
tradicionais, que não atende de forma
satisfatória às crianças, adolescentes e jovens, que segundo o autor do texto
estão se auto letrando pela internet, pois os mesmos fora da escola já fazem
uso com frequência das tecnologias de comunicação digital.
Nenhum comentário:
Postar um comentário