sábado, 6 de maio de 2017

DESAFIO M01 - RESENHA CRÍTICA



LETRAMENTO DIGITAL E ENSINO
, Antônio Carlos dos Santos Xavier (UFPE) 

           Alfabetizar, letrar e Letrar  digitalmente  a nova geração de aprendizes é o grande desafio pedagógico imposto pela sociedade contemporânea aos  profissionais  da educação e da linguagem.
       Hoje estar alfabetizado, e até mesmo letrado alfabeticamente , dominando  a tecnologia da leitura e da escrita,  não responde mais de forma ampla aos anseios da sociedade, marcada pelos avanços tecnológicos e as mudanças cruciais ocorridas  no modo de  comunicar sentidos e  compartilhar informações.  É preciso também ser letrado digital, saber realizar práticas de leitura e escrita diferentes das formas tradicionais de letramento e alfabetização, assumir mudanças nos modos de ler e escrever os códigos e sinais verbais e não-verbais. Isso não significa dizer que um letramento substitui o outro. De acordo com Barton (1998, p. 9) coexistem paralelamente vários tipos de letramento, e que os mesmo não se constituem em novos paradigmas impostos à sociedade pelas inovações tecnológicas, mas são tipos suscetíveis às mudanças porque são situados na história e acompanham a mudança de cada contexto tecnológico, social, político, econômico ou cultural em uma dada sociedade. O que existe é um processo de absorção e síntese de tipos de letramento. O que está ocorrendo atualmente é justamente essa síntese.  O letramento alfabético está servindo de apoio para a aprendizagem do letramentos digital, que, segundo o autor,  se apresenta como uma necessidade educacional e de sobrevivência.
         Dessa forma os profissionais da educação e da linguagem estão cada vez mais conscientes de que precisam abandonar velhas estruturas e inserir em seu fazer pedagógico e até mesmo em suas práticas sociais cotidianas   ferramentas  de novas  tecnologias da comunicação e informação. Pois no processo de ensino aprendizagem não há mais espaço para o professor detentor do conhecimento e o aluno receptor passivo de informações, mas configura-se nesse espaço um novo perfil de professor, de acordo com Dom Tappscot (1999), pesquisador, articulador do saber, gestor de aprendizagens, consultor que sugere, e  motivador da aprendizagem pela descoberta; em consonância com um novo perfil de aprendizes, que tendem a desenvolver habilidades como: independência e autonomia na aprendizagem, abertura emocional e intelectual, preocupação com os acontecimentos globais, liberdade de expressão e convicções firmes, para exemplificar.

       Diante do exposto vemos um sistema educacional fragilizado, assentado em  estruturas tradicionais, que não atende  de forma satisfatória às crianças, adolescentes e jovens, que segundo o autor do texto estão se auto letrando pela internet, pois os mesmos fora da escola já fazem uso com frequência das tecnologias de comunicação digital. 

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